Depois de ter estreado na vida pública como a vereadora mais votadas nas eleições desse ano, a professora Corina de Modezio, caminha a passos largos para conseguir mais uma façanha na política buiquense, a de tomar posse é já ocupar a segunda cadeira mais cobiçada do município. Para garantir os votos necessários para tal façanha, a vereadora eleita convidou alguns colegas para uma reunião, onde expôs os seus argumentos, mas também esteve aberta a ouvir outros colegas, e de forma democrática, sem os acordos por debaixo dos panos e principalmente as velhas tramoias que condicionavam valores astronômicos aos pretendentes ao cargo, pudessem chegar a um nome de consenso. Para a vereadora eleita, os vereadores que tomarão posse em primeiro de janeiro do ano que vem, têm como grande desafio o resgate da credibilidade do legislativo local.
"Temos que começar moralizando a Câmara, e o primeiro passo é acabarmos com aquela coisinha de eleição as escuras, aonde a presidência é decidida na noite que antecede a votação", disse Corina, garantindo que se eleita, dará apoio e as condições necessárias para que os colegas possam realizar um bom trabalho. A vereadora eleita reconheceu a pouca experiência, mas destacou outras virtudes que a nortearão a fazer uma boa gestão a frente do legislativo municipal.
"Hoje nós temos um veículo que não funciona há muito tempo. Nós não temos nenhum apoio logístico, nem como instituição. O básico nós não temos direito", desabafou o vereador.
Para Dão Tavares, o encontro sinaliza que com Corina na Presidência, a transparência será adotada na Casa Jorge Domingos Ramos. Para ele, é importante que as reuniões sejam transmitidas e o trabalho dos vereadores chegue à toda população. O colega Jordão Briano destacou a maturidade de Corina em desmanchar o palanque e tentar unir situação e oposição em prou de um Buíque melhor para toda a população. Em contrapartida o vereador eleito Euclides do Catimbau, parabenizou os seis vereadores na coligação contrária. "É admirável ver vocês seis, que têm todas as chances de fazer o presidente da Câmara, confirmarem o voto em Corina", disse.
"Hoje nós não somos vereador ou vereadora do partido vermelho ou amarelo, nós somos vereadores de 56.523 habitantes de Buíque", disse Creuza, que acrescentou: "Quando termina uma eleição e você desce do palanque, você está consciente do seu compromisso com o município", finalizou.












