quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Pedro Corrêa é condenado a 20 anos de prisão por crimes na Lava Jato


Sentença do juiz federal Sérgio Moro é desta quinta-feira (29).
Condenação é pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.

Alana Fonseca, Fernando Castro e Thais KaniakDo G1 PR
Lava Jato Pedro Corrêa levado a Curitiba (Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo)Pedro Corrêa sendo levado a Curitiba, à época da prisão (Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo)
O ex-deputado Pedro Corrêa foi condenado pela Justiça Federal do Paraná pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro a 20 anos, 7 meses e dez dias de prisão. A sentença do juiz federal Sérgio Moro é desta quinta-feira (29) e é referente à 11ª fase da Operação Lava Jato,deflagrada em abril deste ano. Ele está preso no Complexo Médico-Legal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
Pedro Corrêa já havia sido condenado no processo do Mensalão e, quando foi preso na Lava Jato, cumpria pena de 7 anos e 2 meses em regime semiaberto. Ele ainda negocia acordo de delação premiada, segundo Sérgio Moro.
Procurado pelo G1, o advogado Alexandre Augusto Loper afirmou que a sentença é fundada em presunções. "E ainda que existissem provas que pudessem gerar uma condenação, a imputação de corrupção e lavagem ao mesmo tempo é vedada pela jurisprudência do STF", disse. A defesa irá recorrer.
Também foram condenados neste processo Ivan Vernon Gomes Torres Júnior e Rafael Ângulo Lopez, que é delator da operação, pelo crime de lavagem de dinheiro.
O advogado de Ivan Vernon, Marlus Arns de Oliveira, afirmou que irá analisar a sentença após ser intimado.O advogado de Rafael Ângulo Lopez, Adriano Bretas, informou que não houve surpresas na sentença. Ainda segundo Bretas, a condenação respeita os limites do acordo de colaboração estabelecido entre o réu e o Ministério Público Federal (MPF).
Outros dois réus neste processo foram absolvidos do crime de lavagem de dinheiro – Fábio Correa de Oliveira Andrade Neto e Márcia Danzi Russo Correa de Oliveira.
“A família recebe a notícia da absolvição com muito alívio, embora já fosse esperado. Os dois estão muito aliviados. Foi tormentoso. Eles passaram por todo um constrangimento, tiveram a vida devastada. Felizmente, o desfecho foi o melhor possível”, disse o advogado de ambos, Plínio Nunes.
Nesta sentença, o juiz Sérgio Moro deixou de condenar o doleiro Alberto Youssef pelo crime de lavagem de dinheiro, pois ele já foi condenado, com trânsito em julgado, em outras ações penais pelos mesmos crimes, segundo o juiz.
Pedro Corrêa
Ao condenar o ex-deputado, o juiz Sérgio Moro afirmou que ele recebeu pelo menos R$ 11,7 milhões do esquema de corrupção. Apenas um dos repasses chegou ao valor de R$ 2 milhões, segundo o juiz. Esse valor deve ser devolvido por Pedro Corrêa à Petrobras através do confisco de bens dele, após correção monetária.
"O mais perturbador, porém, em relação a Pedro Correa consiste no fato de que recebeu propina inclusive enquanto estava sendo julgado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal na Ação Penal 470 [Mensalão], havendo registro de recebimentos até outubro de 2012", considerou Sérgio Moro.
Apesar de aplicar a segunda maior pena já aplicada na Operação Lava Jato (Renato Duque foi condenado a 20 anos e oito meses), o juiz não acatou o argumento do MPF de que Pedro Corrêa dirigia a ação dos demais políticos envolvidos no esquema. Conforme o juiz, não foi possível identificar uma liderança clara.
Além dos 20 anos e sete meses de prisão, o juiz atribuiu a Pedro Corrêa multas que somam R$ 2.248.530.
Ao fim da sentença, Moro afirma que tem conhecimento de que Pedro Corrêa negocia acordo de delação premiada. "Nada impede que os eventuais benefícios sejam aplicados posteriormente a esta sentença, em sua integralidade", considerou.
Ângulo Lopez
Funcionário do doleiro Alberto Youssef, Rafael Ângulo Lopez foi condenado a seis anos e oito meses de reclusão pelo crime de lavagem de dinheiro, além de multa de R$ 62.200. Segundo Sérgio Moro, ele participou da lavagem de R$ 2.234.791.
Esta seria a pena definitiva para Rafael Ângulo Lopez, porém, ele fez acordo de delação premiada com o MPF. Como ele responde a outras ações penais da Lava Jato ainda não julgadas, Moro decretou que a soma delas não poderá ser superior a 15 anos de reclusão.
Além disso, o acordo prevê que o regime semi aberto deve ser substituído por um "regime aberto diferenciado". Este regime prevê:
-recolhimento domiciliar nos fins de semana e nos dias úteis, das 22h às 06h, com tornozeleira eletrônica, pelo período de dois anos;
- prestação semanal de cinco horas de serviços comunitários a entidade pública ou assistencial pelo período de dois anos;
- apresentação bimestral de relatórios de atividades;
- proibição de viagens internacionais salvo com autorização do Juízo pelo prazo do recolhimento domiciliar.
Ivan Vernon
Para Ivan Vernon, a pena estipulado para o crime de lavagem de dinheiro é de cinco anos de reclusão, com regime semiaberto para o início de cumprimento da pena. O juiz ainda atribuiu a ele multa de R$ 19.904.
Segundo a sentença, Ivan Vernon foi responsável pela lavagem de R$ 389.606,04. Ele deve ter bens confiscados nesse montante.
"O condenado confessou parcialmente o crime, admitindo ter cedido suas contas para que Pedro Correa recebesse valores, apontou Sérgio Moro sobre a participação de Ivan Vernon no esquema.

Defesas de acusados de canibalismo alegam coações e falha em laudo


Eles trabalham independentes nesta quinta em audiência de instrução.
Crime aconteceu em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, em 2012.

Do G1 Caruaru
Plenário do juri Garanhuns (Foto: Kamylla Lima / G1 Caruaru)Audiência de instrução é aberta ao público, em Garanhuns (Foto: Kamylla Lima / G1 Caruaru)
Os advogados de defesa dos integrantes do trio acusado de canibalismo conversaram com o G1antes da audiência de instrução começar. Eles alegam coações e falha em laudo, e trabalham de forma independente. Durante a audição, fazem perguntas focadas para tentar abrandar a situação dos clientes. Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, Isabel Cristina Torreão Pires e Bruna Cristina Oliveira da Silva são acusados de duplo homicídio triplicamente qualificado, vilipêndio (violação) e ocultação de cadáver, segundo o promotor Jorge Dantas.
Advogado Rômulo Lira (Foto: Kamylla Lima / G1 Caruaru)Advogado Rômulo Lira defende Bruna Cristina
(Foto: Kamylla Lima / G1 Caruaru)
O advogado Rômulo Lira está defendendo Bruna Cristina Oliveira da Silva. "Nós não vamos bater na parte da insanidade mental, porque isso aí vai ficar na defesa do Jorge. A defesa da Bruna será no coação moral irresistível, porque ela era coagida pelo Jorge a participar de tudo que eles fizeram".
"O que tem que ser analisado de Bruna não é apenas o que ela fez. Lógico que é abominável, ninguém pode dizer que é uma coisa normal. O ato de ceifar a vida de um ser humano não é normal. O crime foi bárbaro. O crime é abominável. Mas o que queremos mostrar é que todos têm direito a uma defesa", diz Rômulo.
Paulo Sales (Foto: Kamylla Lima/ G1)Paulo Sales alega que Isabel sofreu coação
(Foto: Kamylla Lima/ G1)
O defensor de Isabel Cristina Torreão Pires, Paulo Sales, também alega que houve coação moral irresistível. "A tese de defesa da Isabel é de coação moral irresistível - quando alguém pratica um crime sob coação de terceiros. No caso de Isabel, ela sofria coação do esposo Jorge, que é esquizofrênico, paranóico e é um cara violento. E a ameçava fisíca e psicologicamente para cometer esse delito", relata.
Giovanni Martinovich de Araújo Calábria, advogado (Foto: Kamylla Lima/ G1)Giovanni Martinovich de Araújo Calábria, advogado
(Foto: Kamylla Lima/ G1)
Já o advogado de Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, Giovanni Martinovich de Araújo Calábria, aborda possíveis falhas no laudo psiquiátrico realizado no cliente. "Nós vamos demonstrar e rebater as falhas que existem nos autos. Os advogados anteriores nada fizeram em defesa de Jorge. Vamos provar que o laudo psiquiátrico se encontra inválido. Jorge é beneficiado ao INSS [Instituto Nacional do Seguro Social]. O INSS afirma que ele é esquizofrênico e paranóico. Quero mostrar que podemos fazer justiça", declara.
Audiência
O trio acusado de canibalismo participa de uma audiência de instrução nesta quinta-feira (29) em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, Isabel Cristina Torreão Pires e Bruna Cristina Oliveira da Silva são acusados de duplo homicídio triplicamente qualificado, vilipêndio (violação) e ocultação de cadáver, segundo o promotor Jorge Dantas.

Ainda segundo o promotor, cada um teve "uma participação bem clara nos crimes". A audiência é aberta ao público e realizada no Fórum Eraldo Gueiros Leite. São 27 testemunhas e nesta quinta-feira (29) devem ser ouvidas 18, incluindo os três acusados. Uma testemunha não foi encontrada e algumas serão ouvidas em outras comarcas.

Entenda o caso
O inquérito relata que Jéssica Pereira era moradora de rua, tinha 17 anos, uma filha de um ano e aceitou viver com os acusados. Eles planejaram ficar com a criança depois de matar a mãe. Em Garanhuns, as vítimas foram Giselly Helena da Silva, 31 anos, e Alexandra Falcão da Silva, 20 anos, mortas, respectivamente, em fevereiro e março de 2012.
Trio é acusado de crimes de canibalismo (Foto: Luna Markman/ G1)Trio é acusado de crimes de canibalismo
(Foto: Luna Markman/ G1)
De acordo com a polícia, a carne dos corpos das vítimas era fatiada, guardada na geladeira e consumida pelo trio. A criança, inclusive, também teria comido da carne da mãe. Eles teriam até utilizado parte da carne das vítimas para rechear coxinhas e salgadinhosque vendiam em Garanhuns.
Os acusados afirmam fazer parte da seita Cartel, que visa a purificação do mundo e o controle populacional. A ingestão da carne faria parte do processo de purificação. O caso veio a público depois que parentes de Giselly Helena da Silva denunciaram o seu desaparecimento. Os acusado usaram o cartão de crédito da vítima em lojas de Garanhuns e foram localizados. Uma publicação contendo os detalhes dos crimes - registrada em cartório - foi encontrada na casa dos réus.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Enem 2015: gabarito oficial

Candidatos terão acesso às notas individuais na 1ª semana de janeiro.

Confira os resultados das questões de acordo com cores das provas.

Do G1, em São Paulo
O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi divulgado nesta quarta-feira (28) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do Ministério da Educação (MEC).

Confira abaixo:

GABARITO DAS PROVAS DE SÁBADO (24/10)
- PROVA AMARELA (sábado)
- PROVA ROSA (sábado)
- PROVA AZUL (sábado)
- PROVA BRANCA (sábado)

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Reorganização atinge 311 mil alunos e 'disponibiliza' 94 escolas de SP


66 poderão ser usadas pelas redes municipais ou virar escolas técnicas. 
28 escolas não têm destino certo; 311 mil alunos terão de mudar de escola.

Márcio PinhoDo G1 São Paulo
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo anunciou nesta segunda-feira (26) que a reorganização do ensino escolar vai afetar diretamente 94 escolas, que serão 'disponibilizadas', mas que continuarão sendo usadas na área da educação. Desse total, 66 já têm o novo uso definido e poderão abrigar unidades de ensino técnico ou ainda virar creches e escolas municipais, por exemplo. As outras 28 ainda têm destino incerto.
Ao todo, a reorganização do ensino vai disponibilizar 1,8% das 5.147 escolas do estado. No total 1.464 unidades estarão envolvidas na reconfiguração, mudando o número de ciclos de ensino que serão oferecidos.
Segundo a secretaria, 311 mil alunos terão de mudar de escola do total de 3,8 milhões de matriculados. A mudança atinge ainda 74 mil professores.
Lista
A lista das escolas atingidas será divulgada até o final da semana. Nesta terça-feira, a secretaria vai se reunir com 91 dirigentes de ensino para dar andamento às mudanças.
A reorganização vai separar a maioria das escolas em unidades de ensino fundamental 1, para crianças do 1º ao 5º ano; ensino fundamental 2, do 6º ao 9º ano; e ensino médio.
O número de escolas com ciclo único vai subir de 1.443 unidades para 2.197, ou seja, um aumento de 754 escolas. Com isso, 43% das escolas do estado terão apenas um ciclo. Para a Secretaria da Educação, a melhora no rendimento dos alunos nas escolas de ciclo único é de 15%.
O número de escolas com dois ciclos cai 18%, indo de 3.209 para 2.635. Já a quantidade de escolas com três ciclos cai de 495 para 315 unidades – queda de 36%.
REORGANIZAÇÃO ESCOLAR EM SP
 
Como é
Como fica
Um ciclo
1.443
2.197
Dois ciclos
3.209
2.635
Três ciclos
479
315
Fonte: Secretaria da Educação de SP
Processo de transferência
O secretário estadual da Educação, Herman Voorward, explicou que após o dia 14 de novembro a secretaria vai abrir um novo processo de transferência de alunos.
Voodward defendeu a mudança pretendida pela secretaria. "É muito claro que isto melhora o aprendizado das crianças", afirmou.
Segundo a secretaria, 2.956 salas que estavam ociosas passarão a ser aproveitadas com a reorganização.
A ideia é que professores e outros profissionais da escola, além da própria estrutura, possam estar voltadas a crianças de determinada faixa etária.
Segundo a Secretaria da Educação, os alunos que vão precisar ser transferidos serão matriculados em escolas que ficam até no máximo 1,5 km de suas casas. Eles serão informados sobre o endereço da nova unidade até o mês de novembro.
Demanda menor
O secretário da Educação, Heman Voorward, defendeu a nova metodologia e disse que ela está sendo adotada num contexto de redução de demanda.
O número de alunos caiu de 6 milhões nos anos 90 para 3,8 milhões atualmente, fato motivado principalmente pela redução da natalidade e pela absorção de alunos pelas redes municipais e particulares.
Segundo Voorward, o fator principal para a reorganização do ensino é o benefício pedagógico de ter a estrutura e a equipe especializada na faixa etária em que a escola atuará.
Segundo o Idesp (sistema de avaliação das escolas estaduais), em 2014 as escolas de ensino médio com três segmentos tiveram desempenho 7,8% inferiores à média do estado. Por outro lado, as de segmento único ficaram 18,4% acima.
“Se nós formos analisar os bons resultados em termos internacionais, esse é o procedimento adotado pelos países com os quais a gente se compara sempre”, disse o secretário.
Economia
Questionado sobre a economia que o estado fará com a mudança, Heman Voorward afirmou essa não é a preocupação da secretaria. A reestruturação continuará ocorrendo gradativamente nos próximos anos.
O secretário também falou sobre queixas de estudantes a respeito do aproveitamento dos espaços ociosos para uma diminuição de alunos por sala – hoje são 40 alunos no ensino médio, por exemplo. Voorward disse que primeiro é necessário mudar a gestão para depois discutir uma mudança de número de alunos.
O secretário de Educação de São Paulo, Herman Voorwald, apresenta a reorganização escolar no ensino estadual (Foto: Márcio Pinho/G1)O secretário de Educação de São Paulo, Herman Voorwald, apresenta a reorganização escolar no ensino estadual (Foto: Márcio Pinho/G1)
Ministério Público
Ministério Público do Estado abriu um inquérito civil para apurar a reorganização das escolas estaduais anunciada pela Secretaria Estadual de Educação.
Entre outros esclarecimentos, a promotoria do órgão quer saber se de fato unidades serão fechadas e quais os benefícios que o governo espera com a mudança. A Defensoria Pública de São Paulo também já havia pedido explicações à secretaria.
ALUNOS, PAIS E PROFESSORES TIRAM DÚVIDAS SOBRE AS MUDANÇAS
O anúncio das mudanças provocou protestos em várias cidades. Muita gente tem dúvidas sobre o que vai acontecer e se muitas escolas serão fechadas. Por isso, o G1 reuniu abaixo 10 perguntas de pais, professores, funcionários e alunos sobre essa reorganização. Quem responde é a secretária-adjunta, Irene Miura, da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (veja nos vídeos abaixo).
1) “Com essa mudança algum aluno tem o risco de ficar sem vaga?”
- Nicolas Henrique dos Santos Costa, 16 anos, aluno da E. E. Padre Saboia de Medeiros
RESPOSTA: 
"Eu posso te garantir que nenhum aluno ficará sem vaga. A obrigação da nossa rede pública é oferecer vagas e universalização de ensino para os alunos da rede pública."
- Irene Miura, secretária-adjunta da Secretaria Estadual da Educação

2) “Qual é o critério que a Secretaria da Educação utiliza para diferenciar uma escola de tempo integral, que é uma escola de custo alto, para uma escola com 800 ou 1 mil alunos que precisa ser fechada por ter um custo também alto”
- Denise Maria Elisei, diretora da E. E. Padre Saboia de Medeiros
RESPOSTA:
"Na verdade, a questão da economia não está em pauta. Quando segmentamos as escolas em ciclos, temos crianças com ambientes melhores para desenvolver o projeto pedagógico e adolescentes com espaços mais adequados, com laboratórios e para se preparar para o mundo do trabalho. É óbvio que eu vou ter melhores resultados nesses segmentos."
- Irene Miura, secretária-adjunta da Secretaria Estadual da Educação

3) “Por que a escola vai fechar e o que eles vão querer fazer com a escola?”
- Silas Ramos, 7 anos, aluno da E. E. Dom João Maria Ogno
RESPOSTA DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO:
"Eu adorei a sua pergunta, primeiro porque ela é muito perspicaz e ela mostra uma preocupação genuína com a escola. O que está sendo muito divulgado é a expressão 'fechar escola'. Fechar é diferente de disponibilizar escola. Fechar escola significa que eu não vou fazer mais nada com ela. Disponibilizar escola significa que eu vou dar uma outra destinação de utilização desse espaço, que antes era uma escola e que pode ser uma outra escola. O que a gente está tentando garantir é que esse espaço seja usado pra um equipamento educacional, que pode ser uma escola técnica, Fatec ou uma creche."
- Irene Miura, secretária-adjunta da Secretaria Estadual da Educação

4) “Fui informada que minha escola vai fechar, porém não me deram opção para onde quero ir. A distância máxima de transferência seria de 1,5 quilômetro, mas estão querendo me mandar para uma escola a 2,9 quilômetros de distância. Por quê?”
- Luiza Dias da Paz Silva, 15 anos, aluna da E. E. Padre Saboia de Medeiros
RESPOSTA DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO:
“O estudo levou em consideração 1,5 quilômetro entre as escolas que poderão ser afetadas. Não são todas as escolas do estado que vão passar pela reorganização. Existem polos de escolas que foram estudadas. Se você estiver entre as escolas que serão reorganizadas, a sua escola vai ter o cuidado de fazer esse estudo para alocar os alunos nesse parâmetro de 1,5 quilômetro."
- Irene Miura, secretária-adjunta da Secretaria Estadual da Educação

5) “Por que não se abrem novas escolas e, sim, fechando as que têm? Por que também não aumenta a qualidade das escolas, tanto estrutural quanto de ensino?”
- Vicente Ribeiro Loiola Júnior, pai e funcionário de escola estadual
RESPOSTA DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO:
"É um problema de gerenciamento que todo gestor público precisa ter como uma postura de responsabilidade. Então, se eu tenho uma queda na taxa da natalidade nos últimos 14 anos, isso significa que eu estou tendo menos demanda para os alunos que estão procurando as nossas escolas. Isso quer dizer que há salas ociosas. É uma atitude bastante corajosa da administração púbica entender que para eu dar uma melhor qualidade para o teu filho, para ele estudar, é preciso segmentar as escolas por ciclos. Quando você fala da questão de melhorar a estrutura, obviamente a manutenção tem de se dar todos os dias. Existem unidades volantes no Estado inteiro que fazem pequenos consertos. Mas, a manutenção é programada."
- Irene Miura, secretária-adjunta da Secretaria Estadual da Educação

6) “Eu gostaria de saber o porquê, com uma mudança tão grande como essa, vocês não vieram perguntar a minha opinião e a dos outros alunos?”
- João Victor Oliveira Silva, 16 anos, aluno da E. E. Padre Saboia de Medeiros
RESPOSTA DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO:
"Eu já tive a sua idade e eu também faria a mesma pergunta. Agora, eu gostaria que você entendesse que nós temos uma rede de mais de 4 milhões alunos, 5 mil escolas e 200 mil professores. A nossa secretaria tem que ter uma corresponsabilidade com a passagem dessa comunicação com os alunos. Quem faz esse papel é o dirigente regional. Ele representa o secretário da educação lá na sua região. Onde você estuda, com certeza, os dirigentes estão conversando com seus diretores, com seus professores e com a comunidade escolar. Eu gostaria que você tivesse um pouquinho de paciência, porque um processo de comunicação gigante como esse precisa ser escalonado e daqui da nossa secretaria ficaria praticamente impossível falar com toda a comunidade escolar."
- Irene Miura, secretária-adjunta da Secretaria Estadual da Educação

7) “Como a secretaria acha que vai melhorar a educação fechando salas de aula e demitindo mais professores?”
- Marcos Kauê, presidente União Municipal dos Estudantes Secundaristas de SP (Umes)
RESPOSTA DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO:
"Tivemos uma reunião aqui na secretaria com representantes de alunos. Gostaria que vocês tivessem ciência que essa questão de demitir professores não está na nossa pauta. Só para te dar um exemplo, no dia 15, Dia dos Professores, nós chamamos mais de 5 mil professores concursados.”
- Irene Miura, secretária-adjunta da Secretaria Estadual da Educação

8) “Como vai ficar a superlotação das salas e a qualidade do ensino? Isso vai mudar muito para os alunos, porque por enquanto está bom, mas quero ver se mais para frente vai estar bom.”
- Cecília Karina dos Santos Assis, 15 anos, aluna, E. E. Padre Saboia de Medeiros
RESPOSTA DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO:
“A reorganização vem baseada no estudo das salas ociosas. Uma rede que foi programada nos últimos 20 anos para receber 6 milhões de alunos e hoje tem mais ou menos 4 milhões, contando com a queda da natalidade que a fundação Seade fez, nós precisamos, no mínimo, como gestores públicos, reorganizar a rede nesse sentido para otimizar a utilização desses espaços. Infelizmente em educação, a gente não consegue um resultado de curto prazo. Mas nós precisamos acreditar que a gente vai melhorar essa educação.”
- Irene Miura, secretária-adjunta da Secretaria Estadual da Educação

9) “O que vai acontecer com os pais que têm mais de um filho na escola em séries diferentes?”
- Sandro Delrio, pai de aluna da E. E. Dom João Maria Ogno
RESPOSTA DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO:
"Eu entendo sua preocupação, mas primeiramente precisamos saber se seus filhos estão envolvidos nesse processo. É importante aguardarmos a lista das escolas que estarão envolvidas nesse processo. Eu te peço para atualizar seus dados de endereço no sitewww.atualizeseusdados.educacao.sp.gov.br. A escola vai estudar os casos, e o seu caso é um caso específico e merece um cuidado especial."
- Irene Miura, secretária-adjunta da Secretaria Estadual da Educação

10) “Para onde vão os deficientes visuais que a gente tem na escola? Nós somos uma das poucas escolas na zona leste com inclusão social”
- Douglas Rodrigues dos Santos, 17 anos, aluno da E. E. Dom João Maria Ogno

RESPOSTA DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO:
"Nós investimos nas nossas escolas para que elas se tornem acessíveis. Então, nesse caso que você está falando, se aluno tem necessidade especial e tiver nesse movimento de reorganização, ele com certeza irá para uma escola acessível, que tenha os recursos adequados para receber esse aluno com necessidades especiais."
- Irene Miura, secretária-adjunta da Secretaria Estadual da Educação