Eles trabalham independentes nesta quinta em audiência de instrução.
Crime aconteceu em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, em 2012.
Os advogados de defesa dos integrantes do trio acusado de canibalismo conversaram com o G1antes da audiência de instrução começar. Eles alegam coações e falha em laudo, e trabalham de forma independente. Durante a audição, fazem perguntas focadas para tentar abrandar a situação dos clientes. Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, Isabel Cristina Torreão Pires e Bruna Cristina Oliveira da Silva são acusados de duplo homicídio triplicamente qualificado, vilipêndio (violação) e ocultação de cadáver, segundo o promotor Jorge Dantas.
O advogado Rômulo Lira está defendendo Bruna Cristina Oliveira da Silva. "Nós não vamos bater na parte da insanidade mental, porque isso aí vai ficar na defesa do Jorge. A defesa da Bruna será no coação moral irresistível, porque ela era coagida pelo Jorge a participar de tudo que eles fizeram".
"O que tem que ser analisado de Bruna não é apenas o que ela fez. Lógico que é abominável, ninguém pode dizer que é uma coisa normal. O ato de ceifar a vida de um ser humano não é normal. O crime foi bárbaro. O crime é abominável. Mas o que queremos mostrar é que todos têm direito a uma defesa", diz Rômulo.
O defensor de Isabel Cristina Torreão Pires, Paulo Sales, também alega que houve coação moral irresistível. "A tese de defesa da Isabel é de coação moral irresistível - quando alguém pratica um crime sob coação de terceiros. No caso de Isabel, ela sofria coação do esposo Jorge, que é esquizofrênico, paranóico e é um cara violento. E a ameçava fisíca e psicologicamente para cometer esse delito", relata.
Já o advogado de Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, Giovanni Martinovich de Araújo Calábria, aborda possíveis falhas no laudo psiquiátrico realizado no cliente. "Nós vamos demonstrar e rebater as falhas que existem nos autos. Os advogados anteriores nada fizeram em defesa de Jorge. Vamos provar que o laudo psiquiátrico se encontra inválido. Jorge é beneficiado ao INSS [Instituto Nacional do Seguro Social]. O INSS afirma que ele é esquizofrênico e paranóico. Quero mostrar que podemos fazer justiça", declara.
Audiência
O trio acusado de canibalismo participa de uma audiência de instrução nesta quinta-feira (29) em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, Isabel Cristina Torreão Pires e Bruna Cristina Oliveira da Silva são acusados de duplo homicídio triplicamente qualificado, vilipêndio (violação) e ocultação de cadáver, segundo o promotor Jorge Dantas.
Ainda segundo o promotor, cada um teve "uma participação bem clara nos crimes". A audiência é aberta ao público e realizada no Fórum Eraldo Gueiros Leite. São 27 testemunhas e nesta quinta-feira (29) devem ser ouvidas 18, incluindo os três acusados. Uma testemunha não foi encontrada e algumas serão ouvidas em outras comarcas.
Entenda o caso
O inquérito relata que Jéssica Pereira era moradora de rua, tinha 17 anos, uma filha de um ano e aceitou viver com os acusados. Eles planejaram ficar com a criança depois de matar a mãe. Em Garanhuns, as vítimas foram Giselly Helena da Silva, 31 anos, e Alexandra Falcão da Silva, 20 anos, mortas, respectivamente, em fevereiro e março de 2012.
O trio acusado de canibalismo participa de uma audiência de instrução nesta quinta-feira (29) em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, Isabel Cristina Torreão Pires e Bruna Cristina Oliveira da Silva são acusados de duplo homicídio triplicamente qualificado, vilipêndio (violação) e ocultação de cadáver, segundo o promotor Jorge Dantas.
Ainda segundo o promotor, cada um teve "uma participação bem clara nos crimes". A audiência é aberta ao público e realizada no Fórum Eraldo Gueiros Leite. São 27 testemunhas e nesta quinta-feira (29) devem ser ouvidas 18, incluindo os três acusados. Uma testemunha não foi encontrada e algumas serão ouvidas em outras comarcas.
Entenda o caso
O inquérito relata que Jéssica Pereira era moradora de rua, tinha 17 anos, uma filha de um ano e aceitou viver com os acusados. Eles planejaram ficar com a criança depois de matar a mãe. Em Garanhuns, as vítimas foram Giselly Helena da Silva, 31 anos, e Alexandra Falcão da Silva, 20 anos, mortas, respectivamente, em fevereiro e março de 2012.
De acordo com a polícia, a carne dos corpos das vítimas era fatiada, guardada na geladeira e consumida pelo trio. A criança, inclusive, também teria comido da carne da mãe. Eles teriam até utilizado parte da carne das vítimas para rechear coxinhas e salgadinhosque vendiam em Garanhuns.
Os acusados afirmam fazer parte da seita Cartel, que visa a purificação do mundo e o controle populacional. A ingestão da carne faria parte do processo de purificação. O caso veio a público depois que parentes de Giselly Helena da Silva denunciaram o seu desaparecimento. Os acusado usaram o cartão de crédito da vítima em lojas de Garanhuns e foram localizados. Uma publicação contendo os detalhes dos crimes - registrada em cartório - foi encontrada na casa dos réus.
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