segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Reorganização atinge 311 mil alunos e 'disponibiliza' 94 escolas de SP


66 poderão ser usadas pelas redes municipais ou virar escolas técnicas. 
28 escolas não têm destino certo; 311 mil alunos terão de mudar de escola.

Márcio PinhoDo G1 São Paulo
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo anunciou nesta segunda-feira (26) que a reorganização do ensino escolar vai afetar diretamente 94 escolas, que serão 'disponibilizadas', mas que continuarão sendo usadas na área da educação. Desse total, 66 já têm o novo uso definido e poderão abrigar unidades de ensino técnico ou ainda virar creches e escolas municipais, por exemplo. As outras 28 ainda têm destino incerto.
Ao todo, a reorganização do ensino vai disponibilizar 1,8% das 5.147 escolas do estado. No total 1.464 unidades estarão envolvidas na reconfiguração, mudando o número de ciclos de ensino que serão oferecidos.
Segundo a secretaria, 311 mil alunos terão de mudar de escola do total de 3,8 milhões de matriculados. A mudança atinge ainda 74 mil professores.
Lista
A lista das escolas atingidas será divulgada até o final da semana. Nesta terça-feira, a secretaria vai se reunir com 91 dirigentes de ensino para dar andamento às mudanças.
A reorganização vai separar a maioria das escolas em unidades de ensino fundamental 1, para crianças do 1º ao 5º ano; ensino fundamental 2, do 6º ao 9º ano; e ensino médio.
O número de escolas com ciclo único vai subir de 1.443 unidades para 2.197, ou seja, um aumento de 754 escolas. Com isso, 43% das escolas do estado terão apenas um ciclo. Para a Secretaria da Educação, a melhora no rendimento dos alunos nas escolas de ciclo único é de 15%.
O número de escolas com dois ciclos cai 18%, indo de 3.209 para 2.635. Já a quantidade de escolas com três ciclos cai de 495 para 315 unidades – queda de 36%.
REORGANIZAÇÃO ESCOLAR EM SP
 
Como é
Como fica
Um ciclo
1.443
2.197
Dois ciclos
3.209
2.635
Três ciclos
479
315
Fonte: Secretaria da Educação de SP
Processo de transferência
O secretário estadual da Educação, Herman Voorward, explicou que após o dia 14 de novembro a secretaria vai abrir um novo processo de transferência de alunos.
Voodward defendeu a mudança pretendida pela secretaria. "É muito claro que isto melhora o aprendizado das crianças", afirmou.
Segundo a secretaria, 2.956 salas que estavam ociosas passarão a ser aproveitadas com a reorganização.
A ideia é que professores e outros profissionais da escola, além da própria estrutura, possam estar voltadas a crianças de determinada faixa etária.
Segundo a Secretaria da Educação, os alunos que vão precisar ser transferidos serão matriculados em escolas que ficam até no máximo 1,5 km de suas casas. Eles serão informados sobre o endereço da nova unidade até o mês de novembro.
Demanda menor
O secretário da Educação, Heman Voorward, defendeu a nova metodologia e disse que ela está sendo adotada num contexto de redução de demanda.
O número de alunos caiu de 6 milhões nos anos 90 para 3,8 milhões atualmente, fato motivado principalmente pela redução da natalidade e pela absorção de alunos pelas redes municipais e particulares.
Segundo Voorward, o fator principal para a reorganização do ensino é o benefício pedagógico de ter a estrutura e a equipe especializada na faixa etária em que a escola atuará.
Segundo o Idesp (sistema de avaliação das escolas estaduais), em 2014 as escolas de ensino médio com três segmentos tiveram desempenho 7,8% inferiores à média do estado. Por outro lado, as de segmento único ficaram 18,4% acima.
“Se nós formos analisar os bons resultados em termos internacionais, esse é o procedimento adotado pelos países com os quais a gente se compara sempre”, disse o secretário.
Economia
Questionado sobre a economia que o estado fará com a mudança, Heman Voorward afirmou essa não é a preocupação da secretaria. A reestruturação continuará ocorrendo gradativamente nos próximos anos.
O secretário também falou sobre queixas de estudantes a respeito do aproveitamento dos espaços ociosos para uma diminuição de alunos por sala – hoje são 40 alunos no ensino médio, por exemplo. Voorward disse que primeiro é necessário mudar a gestão para depois discutir uma mudança de número de alunos.
O secretário de Educação de São Paulo, Herman Voorwald, apresenta a reorganização escolar no ensino estadual (Foto: Márcio Pinho/G1)O secretário de Educação de São Paulo, Herman Voorwald, apresenta a reorganização escolar no ensino estadual (Foto: Márcio Pinho/G1)
Ministério Público
Ministério Público do Estado abriu um inquérito civil para apurar a reorganização das escolas estaduais anunciada pela Secretaria Estadual de Educação.
Entre outros esclarecimentos, a promotoria do órgão quer saber se de fato unidades serão fechadas e quais os benefícios que o governo espera com a mudança. A Defensoria Pública de São Paulo também já havia pedido explicações à secretaria.
ALUNOS, PAIS E PROFESSORES TIRAM DÚVIDAS SOBRE AS MUDANÇAS
O anúncio das mudanças provocou protestos em várias cidades. Muita gente tem dúvidas sobre o que vai acontecer e se muitas escolas serão fechadas. Por isso, o G1 reuniu abaixo 10 perguntas de pais, professores, funcionários e alunos sobre essa reorganização. Quem responde é a secretária-adjunta, Irene Miura, da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (veja nos vídeos abaixo).
1) “Com essa mudança algum aluno tem o risco de ficar sem vaga?”
- Nicolas Henrique dos Santos Costa, 16 anos, aluno da E. E. Padre Saboia de Medeiros
RESPOSTA: 
"Eu posso te garantir que nenhum aluno ficará sem vaga. A obrigação da nossa rede pública é oferecer vagas e universalização de ensino para os alunos da rede pública."
- Irene Miura, secretária-adjunta da Secretaria Estadual da Educação

2) “Qual é o critério que a Secretaria da Educação utiliza para diferenciar uma escola de tempo integral, que é uma escola de custo alto, para uma escola com 800 ou 1 mil alunos que precisa ser fechada por ter um custo também alto”
- Denise Maria Elisei, diretora da E. E. Padre Saboia de Medeiros
RESPOSTA:
"Na verdade, a questão da economia não está em pauta. Quando segmentamos as escolas em ciclos, temos crianças com ambientes melhores para desenvolver o projeto pedagógico e adolescentes com espaços mais adequados, com laboratórios e para se preparar para o mundo do trabalho. É óbvio que eu vou ter melhores resultados nesses segmentos."
- Irene Miura, secretária-adjunta da Secretaria Estadual da Educação

3) “Por que a escola vai fechar e o que eles vão querer fazer com a escola?”
- Silas Ramos, 7 anos, aluno da E. E. Dom João Maria Ogno
RESPOSTA DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO:
"Eu adorei a sua pergunta, primeiro porque ela é muito perspicaz e ela mostra uma preocupação genuína com a escola. O que está sendo muito divulgado é a expressão 'fechar escola'. Fechar é diferente de disponibilizar escola. Fechar escola significa que eu não vou fazer mais nada com ela. Disponibilizar escola significa que eu vou dar uma outra destinação de utilização desse espaço, que antes era uma escola e que pode ser uma outra escola. O que a gente está tentando garantir é que esse espaço seja usado pra um equipamento educacional, que pode ser uma escola técnica, Fatec ou uma creche."
- Irene Miura, secretária-adjunta da Secretaria Estadual da Educação

4) “Fui informada que minha escola vai fechar, porém não me deram opção para onde quero ir. A distância máxima de transferência seria de 1,5 quilômetro, mas estão querendo me mandar para uma escola a 2,9 quilômetros de distância. Por quê?”
- Luiza Dias da Paz Silva, 15 anos, aluna da E. E. Padre Saboia de Medeiros
RESPOSTA DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO:
“O estudo levou em consideração 1,5 quilômetro entre as escolas que poderão ser afetadas. Não são todas as escolas do estado que vão passar pela reorganização. Existem polos de escolas que foram estudadas. Se você estiver entre as escolas que serão reorganizadas, a sua escola vai ter o cuidado de fazer esse estudo para alocar os alunos nesse parâmetro de 1,5 quilômetro."
- Irene Miura, secretária-adjunta da Secretaria Estadual da Educação

5) “Por que não se abrem novas escolas e, sim, fechando as que têm? Por que também não aumenta a qualidade das escolas, tanto estrutural quanto de ensino?”
- Vicente Ribeiro Loiola Júnior, pai e funcionário de escola estadual
RESPOSTA DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO:
"É um problema de gerenciamento que todo gestor público precisa ter como uma postura de responsabilidade. Então, se eu tenho uma queda na taxa da natalidade nos últimos 14 anos, isso significa que eu estou tendo menos demanda para os alunos que estão procurando as nossas escolas. Isso quer dizer que há salas ociosas. É uma atitude bastante corajosa da administração púbica entender que para eu dar uma melhor qualidade para o teu filho, para ele estudar, é preciso segmentar as escolas por ciclos. Quando você fala da questão de melhorar a estrutura, obviamente a manutenção tem de se dar todos os dias. Existem unidades volantes no Estado inteiro que fazem pequenos consertos. Mas, a manutenção é programada."
- Irene Miura, secretária-adjunta da Secretaria Estadual da Educação

6) “Eu gostaria de saber o porquê, com uma mudança tão grande como essa, vocês não vieram perguntar a minha opinião e a dos outros alunos?”
- João Victor Oliveira Silva, 16 anos, aluno da E. E. Padre Saboia de Medeiros
RESPOSTA DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO:
"Eu já tive a sua idade e eu também faria a mesma pergunta. Agora, eu gostaria que você entendesse que nós temos uma rede de mais de 4 milhões alunos, 5 mil escolas e 200 mil professores. A nossa secretaria tem que ter uma corresponsabilidade com a passagem dessa comunicação com os alunos. Quem faz esse papel é o dirigente regional. Ele representa o secretário da educação lá na sua região. Onde você estuda, com certeza, os dirigentes estão conversando com seus diretores, com seus professores e com a comunidade escolar. Eu gostaria que você tivesse um pouquinho de paciência, porque um processo de comunicação gigante como esse precisa ser escalonado e daqui da nossa secretaria ficaria praticamente impossível falar com toda a comunidade escolar."
- Irene Miura, secretária-adjunta da Secretaria Estadual da Educação

7) “Como a secretaria acha que vai melhorar a educação fechando salas de aula e demitindo mais professores?”
- Marcos Kauê, presidente União Municipal dos Estudantes Secundaristas de SP (Umes)
RESPOSTA DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO:
"Tivemos uma reunião aqui na secretaria com representantes de alunos. Gostaria que vocês tivessem ciência que essa questão de demitir professores não está na nossa pauta. Só para te dar um exemplo, no dia 15, Dia dos Professores, nós chamamos mais de 5 mil professores concursados.”
- Irene Miura, secretária-adjunta da Secretaria Estadual da Educação

8) “Como vai ficar a superlotação das salas e a qualidade do ensino? Isso vai mudar muito para os alunos, porque por enquanto está bom, mas quero ver se mais para frente vai estar bom.”
- Cecília Karina dos Santos Assis, 15 anos, aluna, E. E. Padre Saboia de Medeiros
RESPOSTA DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO:
“A reorganização vem baseada no estudo das salas ociosas. Uma rede que foi programada nos últimos 20 anos para receber 6 milhões de alunos e hoje tem mais ou menos 4 milhões, contando com a queda da natalidade que a fundação Seade fez, nós precisamos, no mínimo, como gestores públicos, reorganizar a rede nesse sentido para otimizar a utilização desses espaços. Infelizmente em educação, a gente não consegue um resultado de curto prazo. Mas nós precisamos acreditar que a gente vai melhorar essa educação.”
- Irene Miura, secretária-adjunta da Secretaria Estadual da Educação

9) “O que vai acontecer com os pais que têm mais de um filho na escola em séries diferentes?”
- Sandro Delrio, pai de aluna da E. E. Dom João Maria Ogno
RESPOSTA DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO:
"Eu entendo sua preocupação, mas primeiramente precisamos saber se seus filhos estão envolvidos nesse processo. É importante aguardarmos a lista das escolas que estarão envolvidas nesse processo. Eu te peço para atualizar seus dados de endereço no sitewww.atualizeseusdados.educacao.sp.gov.br. A escola vai estudar os casos, e o seu caso é um caso específico e merece um cuidado especial."
- Irene Miura, secretária-adjunta da Secretaria Estadual da Educação

10) “Para onde vão os deficientes visuais que a gente tem na escola? Nós somos uma das poucas escolas na zona leste com inclusão social”
- Douglas Rodrigues dos Santos, 17 anos, aluno da E. E. Dom João Maria Ogno

RESPOSTA DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO:
"Nós investimos nas nossas escolas para que elas se tornem acessíveis. Então, nesse caso que você está falando, se aluno tem necessidade especial e tiver nesse movimento de reorganização, ele com certeza irá para uma escola acessível, que tenha os recursos adequados para receber esse aluno com necessidades especiais."
- Irene Miura, secretária-adjunta da Secretaria Estadual da Educação

Dívida pública sobe 1,8% em setembro, para R$ 2,73 trilhões


Informação foi divulgada nesta segunda-feira (26) pelo Tesouro Nacional.
Emissão líquida, despesa com juros e alta do dólar impulsionaram dívida.

Alexandro MartelloDo G1, em Brasília
A dívida pública federal, que inclui os endividamentos interno e externo do governo, cresceu 1,8% em setembro deste ano, para R$ 2,73 trilhões, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (26) pela Secretaria do Tesouro Nacional. Em agosto, o endividamento público estava em R$ 2,68 trilhões.
VALOR DA DÍVIDA
em R$ trilhões
2,2472,3292,4412,4512,4962,5832,6032,6862,734Jan/15Fev/15Mar/15Abr/15Mai/15Jun/15Jul/15Ago/15Set/1500,511,522,53
Fonte: Tesouro
O aumento da dívida em setembro deste ano está relacionado com a emissão líquida de títulos públicos (emissões maiores do que vencimentos) em R$ 13,45 bilhões, à apropriação de juros, no valor de R$ 34,89 bilhões - que engloba a alta do dólar, responsável pelo aumento da dívida externa, cotada e moeda estrangeira.
Papéis da dívida
No mês passado, ainda segundo o Tesouro Nacional, foram emitidos R$ 75,45 bilhões em papéis da dívida federal (ou seja, o governo pegou emprestado), ao mesmo tempo em que foram resgatados (pagos) R$ 62 bilhões.
Com isso, a chamada emissão líquida (acima dos vencimentos) somou R$ 13,45 bilhões. Ao mesmo tempo, as despesas com juros totalizaram R$ 34,89 bilhões.
Somente a dívida externa subiu R$ 11,6 bilhões no mês passado, principalmente por causa da alta do dólar. Como a dívida no exterior é cotada em moeda estrangeira, principalmente o dólar, quando estas moedas sobem, consequentemente também aumenta o valor da dívida externa - que somou R$ 145 bilhões no fim de setembro, contra R$134 bilhões no fechamento de agosto.
Programação para 2015
No início deste ano, a Secretaria do Tesouro Nacional informou que, após terminar 2014 em R$ 2,29 trilhões, a dívida pública pode chegar ao patamar máximo de R$ 2,6 trilhões no fechamento de 2015. As informações foram divulgadas por meio do Plano Anual de Financiamento (PAF). No mês passado, porém, revisou esse teto para R$ 2,8 trilhões. Ou seja, informou que a dívida subirá mais em 2015.
Com isso, os estrangeiros seguem na quarta colocação de principais detentores da dívida pública interna, atrás das instituições financeiras (25,36% do total, ou R$ 656 bilhões em agosto), dos fundos de previdência (20,88%, ou R$ 540 bilhões) e os fundos de investimento (20,08% do total, ou R$ 519 bilhões). No mês passado, os fundos de previdência passaram os fundos de investimentos na participação da dívida pública brasileira.Compradores
Os números do Tesouro Nacional também revelam que a participação dos investidores estrangeiros na dívida pública interna voltou a recuar em setembro – após a perda do grau de investimento pela Standard & Poors. No mês passado, os não residentes detinham 18,85% do total da dívida interna (R$ 487 bilhões) contra 19,14% (R$ 488 bilhões) em agosto.
Perfil da dívida
O Tesouro Nacional informou ainda que o estoque de títulos prefixados (papéis que têm a correção determinada no momento do leilão) somou R$ 1,11 trilhão em setembro, ou 43,18% do total, contra R$ 1,10 trilhão, ou 43,26% do total, em agosto. O cálculo foi feito após a contabilização dos contratos de swap cambial.
Os títulos atrelados aos juros básicos da economia (os pós-fixados), por sua vez, tiveram sua participação diminuída em setembro. No fim do mês passado, estes títulos públicos representavam 6,9% do estoque total da dívida interna, ou R$ 179 bilhões, contra 7,5% do total (R$ 191 bilhões) em agosto.
A parcela da dívida atrelada aos índices de preços (inflação) somou 33,48% do total em setembro deste ano, ou R$ 866 bilhões, contra 33,67% do total em agosto de 2015 – o equivalente a também a R$ 859 bilhões.
Contratos de swap
Os ativos indexados à variação da taxa de câmbio, por sua vez, somaram 16,43% do total (R$ 425 bilhões) em setembro, contra R$ 397 bilhões (15,56% do total) em agosto deste ano. Trata-se da maior participação desde maio de 2004 - quando somou 16,58%.
O aumento da dívida atrelada ao dólar se deve à emissão de contratos de swap cambial – que funcionam como uma venda de dólares no mercado futuro (derivativos) para evitar uma alta maior na cotação do dólar.
Os swaps cambiais são contratos para troca de riscos. O Banco Central oferece um contrato de venda de dólares, com data de encerramento definida, mas não entrega a moeda. No vencimento deles, o BC se compromete a pagar uma taxa de juros sobre valor dos contratos e recebe do investidor a variação do dólar no mesmo período.
É uma forma de a instituição garantir a oferta da moeda norte-americana no mercado, mesmo que para o futuro, e controlar a alta da cotação.
O programa de oferta diária de swaps cambiais, que vigorava desde agosto de 2013, venceu no dia 31 de março. O Banco Central, no entanto, informou que iria renovar integralmente os contratos que vencem a partir de 1º de maio, "levando em consideração a demanda pelo instrumento e as condições de mercado".
Segundo a instituição, os leilões de venda de dólares com compromisso de recompra "continuarão a ser realizados em função das condições de liquidez do mercado de câmbio".

sábado, 24 de outubro de 2015

Enem 2015: 364 candidatos foram eliminados no primeiro dia


Primeiro dia de prova teve um óbito e cinco emergências médicas. 
Exame teve 25% de abstenção.

Isabella CalzolariDo G1, em Brasília
Um total de 364 candidatos foi eliminado no primeiro dia do Enem, segundo o ministro Aloizio Mercadante. As provas do primeiro dia do exame terminaram às 18h deste sábado (24).
Entre os desclassificados, 34 pessoas foram flagradas pelos detectores de metal com equipamentos eletrônicos e apenas uma pessoa foi eliminada por postar fotos dentro do local de prova em redes sociais. Segundo o ministro, a candidata reconheceu o erro, mas foi eliminada mesmo assim. "Mas qualquer participante pode ser eliminado a qualquer tempo", explicou Mercadante, durante entrevista coletiva em Brasília.
Mercadante afirmou que a fiscalização também encontrou candidatos com ponto eletrônico. O ministro não quis dizer quantos estavam portando o ponto, mas afirmou que eles foram levados para a Polícia Federal, que abriu um inquérito para investigar os casos.
“Nós tivemos no primeiro dia de aplicação um grande êxito na prova do Enem. Não tivemos nenhum incidente que pudesse prejudicar a realização do exame, os participantes deram as condições adequadas para fazer a prova e estamos celebrando um grande Enem bem implantado, seguro e com todos os nossos procedimentos e planejamentos se desenvolveram como nós prevíamos.”
Ausentes
O índice de abstenção no primeiro dia de prova do exame foi de 25,31%, de acordo com o ministro. O número é menor do que o registrado na edição do ano passado. "A cada ano vem diminuindo o número de abstenções, o que é muito positivo", disse Aloizio Mercadante.
O primeiro dia do Enem 2015 teve cinco emergências médicas e um óbito. Segundo Mercadante,Tatiana Macedo de Carvalho, de 22 anos, era uma das aplicadoras do Enem em Campo Grande. Ele afirmou que a jovem "teve uma crise convulsiva e acabou falecendo em seguida".
Segundo Mercadante, 6.911.938 participantes acessaram o cartão de inscrições e 834.498 não fizeram o acesso. Ele disse ainda que às 12h deste sábado, faltava, 844 mil participantes para confirmar a inscrição.
“Entre 12h e 12h30, na antevéspera, mais de 5 mil acessaram o cartão de inscrição quando faltava meia hora para fechar o portão. Entre 11h e 12h, 17 mil acessaram pela primeira vez seu cartão de inscrição. Após o 12h tivemos ainda 1,2 mil que a cada 10 min acessaram o cartão."
Ele ressaltou que os candidatos tiveram 22 dias para acessar o cartão de inscrições. “A imprensa falando, mandamos e-mails para todos os participantes, nos últimos dois dias foram e-mails e SMS, então é importante isso porque amanhã tem prova e não tenha mais essa situação. As pessoas já sabem o endereço, é mais fácil sair com antecedência, chegar com antecedência, para não termos esse tipo de prejuízo aos participantes.”
Pela primeira vez, o MEC não enviou os cartões de inscrição pelo correio e o candidato teve de acessar os dados na página do Enem na internet.
Programa ao vivo
Após o fim das provas, os estúdios do G1 em São Paulo e no Rio darão início a um programa em vídeo ao vivo com professores do Curso e Colégio de A a Z e estudantes que fizeram o Enem.
Eles comentarão os níveis de dificuldade de cada uma das provas, o tema da redação e os pontos mais polêmicos que caíram no Enem. No sábado, as provas serão de ciências humanas e ciência da natureza. No domingo, o Enem terá provas de linguagens, matemática e redação.
Candidatos que fizeram a prova poderão participar do programa enviando perguntas e comentários pela página da cobertura completa do Enem no G1.
Resolução das questões
G1 trará ainda a resolução das 90 questões de sábado e as 90 questões de domingo preparadas pelos professores do Cursinho da Poli. O gabarito oficial do Enem será divulgado pelo MEC até quarta-feira (28).

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

PE registra maior saldo de geração de empregos do país, com 15 mil vagas


Componente sazonal, moagem da cana de açúcar puxou criação de vagas.
País fechou 95 mil vagas em setembro, de acordo com Caged.

Do G1 PE
Maior parte das contratações foi para o cargo de cortador de cana (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)Maior parte das contratações foi para vagas ligadas ao setor de cana de açúcar e seu beneficiamento
(Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
O estado de Pernambuco foi o que mais gerou empregos em setembro, de acordo com informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgadas nesta sexta-feira (23). Foram admitidos em setembro 52.583 pessoas e desligadas 37.335, com um saldo de 15.248 vagas criadas no período, o que representa 1,16% mais vagas em comparação com agosto. Em todo o país, foram fechadas 95.602 vagas.
A expansão do número de vagas com carteira assinada no estado se dá devido a um componente sazonal, que são as atividades ligadas ao setor da cana de açúcar. A indústria de transformação foi responsável pela criação de 10.824 postos, enquanto a fabricação do açúcar bruto corresponde a 2.061 vagas. A agropecuária acumulou 5.818 postos de trabalho, sendo 4.112 do cultivo da cana e 1.214 do cultivo da uva.
O setor de serviços apresentou uma redução de 4.381 postos. O Recife foi a cidade do estado com o pior saldo de empregos no levantamento do Caged, com uma redução de 2.344 vagas, seguido por Olinda, com uma retração de 1.462 postos de trabalho. Jaboatão dos Guararapes também teve saldo negativo, com menos 734 vagas no mês de setembro.A cidade com o maior saldo foi Sirinhaem, na Zona da Mata Sul do estado, com 2.177 vagas novas, seguida pelo Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana, com 2.046 postos, e Goiana, na Zona da Mata Norte, com 1.964. A Região Metropolitana do Recife registrou decréscimo de 417 empregos formais no período.
Apesar dos números globais positivos no mês de setembro, o emprego formal em Pernambuco apresentou uma retração de 5,81% nos últimos 12 meses, o que representa uma redução de 81.807 postos de trabalho, segundo o Caged.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Adolescente suspeito de assassinar cunhado é encontrado morto em PE


Corpo do jovem de 15 anos foi encontrado nesta sexta (16), em Garanhuns.
Cunhado foi morto no sábado (10) em Iati, de acordo com a Polícia Militar.

Do G1 Caruaru
Um adolescente de 15 anos foi encontrado morto nesta sexta-feira (16) em Garanhuns, Agreste de Pernambuco. De acordo com a Polícia Militar, a vítima foi assassinada a tiros. No sábado (10) ele foi autuado em flagrante por ser suspeito de matar o cunhado - de 25 anos - após uma discussão no município de Iati, conforme informou a PM.

Ainda segundo a polícia, a irmã do adolescente sofria ameaças de morte do companheiro e se queixou ao irmão. Ele teria ido até a casa da irmã e - após discutir com o cunhado - o atingiu com golpes de faca, de acordo com a PM. O homem de 25 anos foi levado até um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Fórum de Garanhuns, onde seria apresentado ao Ministério Público, mas ele fugiu do local.A PM informou que o adolescente foi autuado em flagrante pela Polícia Civil e encaminhado para o

O corpo do adolescente foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru. A Delegacia de Homicícios de Garanhuns está investigando o caso. Até o momento desta