sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Dezoito municípios de PE estão totalmente sem água, diz Compesa

Volume morto da barragem de Jucazinho vai começar a ser utilizado.

Estado tem 126 cidades em situação de emergência, segundo Codecipe.

Do G1 PE
Dezoito cidades de Pernambuco estão em colapso -- totalmente sem água -- e outras 32 estão em pré-colapso. A informação é do presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Roberto Tavares, em entrevista no Bom Dia Pernambuco desta sexta-feira (6). De acordo com a Coordenadoria de Defesa Civil do estado (Codecipe), outras 126 cidades estão em situação de emergência. Veja no vídeo acima.
"Nós temos 50 cidades que estão sendo apoiadas com carro-pipa. Temos situações no Agreste Meridional, como Jupi, Jucati, são cidades que estão no colapso total, absoluto. As barragens que abasteciam secaram e o abastecimento é exclusivemante por carro pipa", apontou Tavares. Segundo ele, os moradores dessas e de outras cidades em colapso não precisam nem acionar a Compesa. "A gente já faz o atendimento emergencial", explicou.
A situação é preocupante para as cidades em situação de emergência. A barragem de Jucazinho, por exemplo, atende doze cidades do Agreste do estado e pode armazenar 327 milhões de metros cúbicos de água, mas está com apenas 2,5% da capacidade. Para retirar o volume morto, a Compesa precisa fazer uma obra, já que as bombas normais já não conseguem captar a água.
Chuva
"Investimos no sistema de Jucazinho, nos últimos 60 dias, R$ 1 milhão, de forma a captar todo o restante da água e tentar chegar no próximo período chuvoso", destacou Roberto Tavares, lembrando que o próximo período chuvoso, de acordo com as previsões, será apenas em março de 2016. "Estamos contando que não vamos ter chuva, nos preparando para isso", declarou ainda o presidente.
Ainda segundo Tavares, a situação na Região Metropolitana é um pouco mais confortável. As três barragens que abastecem as cidades do Grande Recife estão relativamente cheias. "Pirapama está com 97% da capacidade, Tapacurá com 64% e Botafogo, que atende mais a região metropolitana norte, está com 34%", completou ainda o presidente da Compesa.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Em protesto, índios bloqueiam PE-270 e cobram melhoria nas estradas rurais

Segundo a PM, o protesto durou cinco horas em Buíque, no Agreste de PE.

Após liberar a rodovia, kapinawás seguiram para praça no Centro.

Do G1 Caruaru
Protesto dos índios em Buíque (Foto: Divulgação/ Polícia Militar)Índios capinawás interditaram a PE-270 (Foto: Divulgação/ Polícia Militar)
Um grupo de índios kapinawás realizou um protesto nesta quinta-feira (5) em Buíque, Agreste de Pernambuco. De acordo com a Polícia Militar, o objetivo da mobilização foi o de reivindicar máquinas para o conserto das estradas rurais do município. Os indígenas interditaram a PE-270, sentido Buíque-Arcoverde. A mobilização foi pacífica, conforme informou a polícia.

G1 entrou em contato com a Prefeitura de Buíque por e-mail. Mas, até o momento desta publicação, não obtivemos resposta.

Ainda segundo a PM, o protesto durou cinco horas. Após liberar a rodovia, o grupo seguiu para a praça Major França, no Centro. Nenhum representante da prefeitura enviou uma resposta para os índios, de acordo com a PM. A polícia também informou que o cacique prometeu que o grupo realizaria outro protesto.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Pernambuco reativa três usinas e gera 12 mil empregos em plena crise

Pumaty, Cruangi e Pedroza reabriram na Zona da Mata nos últimos meses.

Já foram produzidos 6 milhões de litros de etanol e 3 toneladas de açúcar.

Marina BarbosaDo G1 PE
Fechada há dois anos em Timbaúba, Cruangi foi reaberta em setembro no sistema de cooperativa e empregou três mil pessoas, moeando a cana de açúcar que estava acumulada na região (Foto: Divulgação / COAF)Fechada há 2 anos em Timbaúba, Cruangi foi reaberta em setembro e empregou 3 mil pessoas (Foto: Divulgação / COAF)
Desativados há pelo menos um ano, os moinhos de três usinas pernambucanas voltaram a moer nesta safra de 2015. Eles foram reativados nos últimos dois meses, justamente no auge da crise econômica que tem derrubado as perspectivas de crescimento e fechado indústrias em todo o país. Parecia arriscado, mas o negócio deu mais do que certo. Ao todo, já foram produzidos mais de seis milhões de litros de etanol, 800 toneladas de mel e três de açúcar. A expectativa é que, ao final do ano, cada unidade fature pelo menos R$ 30 milhões.

As indústrias de alimentos e cosméticos também registraram crescimento nos últimos meses.Veja aqui.
Situadas na Zona da Mata, as usinas já geraram 12 mil empregos diretos e indiretos e foram uma das principais responsáveis pela boa colocação de Pernambuco no último ranking do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged): o estado foi apontado como o maior gerador de vagas do Brasil em setembro. Com uma grande produção de açúcar e etanol, os negócios ainda devem ampliar os bons resultados da produção industrial pernambucana, que cresceu acima da média nacional até agosto deste ano.
Pumaty voltou a produzir etanol na cidade de Joaquim Nabuco (Foto: Divulgação / COAF)Pumaty voltou a produzir etanol na cidade de
Joaquim Nabuco (Foto: Divulgação / COAF)
“Estamos quebrando paradigmas, porque dizem que usina que fecha não abre mais e 80 unidades industriais fecharam no Brasil nos últimos cinco anos”, diz Alexandre Andrade Lima, presidente da Cooperativa do Agronegócio dos Fornecedores de Cana dePernambuco (Coaf), que reabriu as usinas de Cruangi e Pumati. Foi justamente a crise que possibilitou a reabertura. “Enquanto outros estados fecham, nós abrimos. E abrimos na hora certa. Havia um milhão de toneladas de cana sobrando na região e o preço do açúcar reagiu, porque a safra da Índia quebrou. Agora, estamos moendo fila atrás de fila e já estamos exportando até para a Europa”, comemora Gerson Carneiro Leão, sócio da usina Pedroza.
A economista Amanda Aires confirma que o setor canavieiro tem muito a lucrar, mesmo nesta situação de crise. “Este momento é vantajoso porque que as usinas podem exportar mais açúcar e também podem produzir álcool, já que a gasolina está muito cara e o álcool pode substituí-la. É um setor que pode se beneficiar dos dois lados: no câmbio e na venda doméstica”, afirma. “As usinas voltaram a ter um cenário positivo por causa do aumento da gasolina, mas Pernambuco também é muito forte no setor de açúcar e de seus derivados. Muito da produção pernambucana vai para outros estados e isso gera bons lucros”, reforça Thobias Silva, economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fiepe).
Em dois meses, usinas já produziram seis milhões de litros de etanol. Produto está sendo vendido para vários estados do Nordeste (Foto: Divulgação / COAF)Em dois meses, usinas já produziram seis milhões de litros de etanol. Com alta da gasolina, produto está valorizado em todo o Brasil e é vendido para vários estados do Nordeste (Foto: Divulgação / COAF)
Apesar de tantas possibilidades de lucro, não foi isso que fez os pernambucanos reativarem suas usinas. Tanto que a Cruangi e a Pumati funcionam em sistema de cooperativa. A Coaf explica que a ideia surgiu quando os canavieiros ficaram sem ter para onde levar a cana colhida na Zona da Mata por causa da desativação de diversas usinas brasileiras. “Eles estavam impossibilitados de continuar no trabalho. Muitos já estavam até desistindo da atividade”, explica Alexandre de Andrade Lima. “Mas não podíamos deixar nossos fornecedores quebrarem”, completa Gerson Carneiro Leão, lembrando que quase um milhão de toneladas de cana já estava retido na região.
Para resolver esse problema, a Coaf implantou um modelo de cooperativa nas usinas Cruangi e Pumaty, situadas nos municípios de Timbaúba eJoaquim Nabuco, respectivamente. “Elas fecharam há dois pela impossibilidade de vender álcool, por causa da valorização da gasolina. Mas, agora, foram a salvação dos nossos moedores de cana. Eles levam e recebem pela cana nas suas cooperativas. No final do ano, ainda vão receber parte dos lucros das usinas”, conta Alexandre de Andrade Lima.
E o faturamento não será pequeno. Em apenas dois meses, cada usina já produziu seis milhões de litros de etanol. Se o ritmo for mantido, cada uma deve faturar cerca de R$ 35 milhões em 2015. O dinheiro será repartido entre 12 mil agricultores, que, na maior parte, planta no quintal da própria casa, com a ajuda da família. "96% deles são fornecedores pequenos, da economia familiar", conta Gerson Carneiro Leão. Já a usina Pedroza, da cidade de Cortês, foca na produção de açúcar e pertence à iniciativa privada. Mesmo assim, deve lucrar o mesmo valor “Produzimos de seis a oito mil sacas por dia. Já vendemos para os estados vizinhos e até para o exterior”, vibra Gerson.
Antes da reativação das usinas, um milhão de tonelada de cana estava sem saída na Zona da Mata de PE (Foto: Divulgação / Pedroza)Antes da reativação das usinas, um milhão de tonelada de cana estava sem saída na Zona da Mata de PE. Agora, material é transformado em açúcar e etanol que vai para fora do estado (Foto: Divulgação / Pedroza)

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Pedro Corrêa é condenado a 20 anos de prisão por crimes na Lava Jato


Sentença do juiz federal Sérgio Moro é desta quinta-feira (29).
Condenação é pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.

Alana Fonseca, Fernando Castro e Thais KaniakDo G1 PR
Lava Jato Pedro Corrêa levado a Curitiba (Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo)Pedro Corrêa sendo levado a Curitiba, à época da prisão (Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo)
O ex-deputado Pedro Corrêa foi condenado pela Justiça Federal do Paraná pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro a 20 anos, 7 meses e dez dias de prisão. A sentença do juiz federal Sérgio Moro é desta quinta-feira (29) e é referente à 11ª fase da Operação Lava Jato,deflagrada em abril deste ano. Ele está preso no Complexo Médico-Legal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
Pedro Corrêa já havia sido condenado no processo do Mensalão e, quando foi preso na Lava Jato, cumpria pena de 7 anos e 2 meses em regime semiaberto. Ele ainda negocia acordo de delação premiada, segundo Sérgio Moro.
Procurado pelo G1, o advogado Alexandre Augusto Loper afirmou que a sentença é fundada em presunções. "E ainda que existissem provas que pudessem gerar uma condenação, a imputação de corrupção e lavagem ao mesmo tempo é vedada pela jurisprudência do STF", disse. A defesa irá recorrer.
Também foram condenados neste processo Ivan Vernon Gomes Torres Júnior e Rafael Ângulo Lopez, que é delator da operação, pelo crime de lavagem de dinheiro.
O advogado de Ivan Vernon, Marlus Arns de Oliveira, afirmou que irá analisar a sentença após ser intimado.O advogado de Rafael Ângulo Lopez, Adriano Bretas, informou que não houve surpresas na sentença. Ainda segundo Bretas, a condenação respeita os limites do acordo de colaboração estabelecido entre o réu e o Ministério Público Federal (MPF).
Outros dois réus neste processo foram absolvidos do crime de lavagem de dinheiro – Fábio Correa de Oliveira Andrade Neto e Márcia Danzi Russo Correa de Oliveira.
“A família recebe a notícia da absolvição com muito alívio, embora já fosse esperado. Os dois estão muito aliviados. Foi tormentoso. Eles passaram por todo um constrangimento, tiveram a vida devastada. Felizmente, o desfecho foi o melhor possível”, disse o advogado de ambos, Plínio Nunes.
Nesta sentença, o juiz Sérgio Moro deixou de condenar o doleiro Alberto Youssef pelo crime de lavagem de dinheiro, pois ele já foi condenado, com trânsito em julgado, em outras ações penais pelos mesmos crimes, segundo o juiz.
Pedro Corrêa
Ao condenar o ex-deputado, o juiz Sérgio Moro afirmou que ele recebeu pelo menos R$ 11,7 milhões do esquema de corrupção. Apenas um dos repasses chegou ao valor de R$ 2 milhões, segundo o juiz. Esse valor deve ser devolvido por Pedro Corrêa à Petrobras através do confisco de bens dele, após correção monetária.
"O mais perturbador, porém, em relação a Pedro Correa consiste no fato de que recebeu propina inclusive enquanto estava sendo julgado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal na Ação Penal 470 [Mensalão], havendo registro de recebimentos até outubro de 2012", considerou Sérgio Moro.
Apesar de aplicar a segunda maior pena já aplicada na Operação Lava Jato (Renato Duque foi condenado a 20 anos e oito meses), o juiz não acatou o argumento do MPF de que Pedro Corrêa dirigia a ação dos demais políticos envolvidos no esquema. Conforme o juiz, não foi possível identificar uma liderança clara.
Além dos 20 anos e sete meses de prisão, o juiz atribuiu a Pedro Corrêa multas que somam R$ 2.248.530.
Ao fim da sentença, Moro afirma que tem conhecimento de que Pedro Corrêa negocia acordo de delação premiada. "Nada impede que os eventuais benefícios sejam aplicados posteriormente a esta sentença, em sua integralidade", considerou.
Ângulo Lopez
Funcionário do doleiro Alberto Youssef, Rafael Ângulo Lopez foi condenado a seis anos e oito meses de reclusão pelo crime de lavagem de dinheiro, além de multa de R$ 62.200. Segundo Sérgio Moro, ele participou da lavagem de R$ 2.234.791.
Esta seria a pena definitiva para Rafael Ângulo Lopez, porém, ele fez acordo de delação premiada com o MPF. Como ele responde a outras ações penais da Lava Jato ainda não julgadas, Moro decretou que a soma delas não poderá ser superior a 15 anos de reclusão.
Além disso, o acordo prevê que o regime semi aberto deve ser substituído por um "regime aberto diferenciado". Este regime prevê:
-recolhimento domiciliar nos fins de semana e nos dias úteis, das 22h às 06h, com tornozeleira eletrônica, pelo período de dois anos;
- prestação semanal de cinco horas de serviços comunitários a entidade pública ou assistencial pelo período de dois anos;
- apresentação bimestral de relatórios de atividades;
- proibição de viagens internacionais salvo com autorização do Juízo pelo prazo do recolhimento domiciliar.
Ivan Vernon
Para Ivan Vernon, a pena estipulado para o crime de lavagem de dinheiro é de cinco anos de reclusão, com regime semiaberto para o início de cumprimento da pena. O juiz ainda atribuiu a ele multa de R$ 19.904.
Segundo a sentença, Ivan Vernon foi responsável pela lavagem de R$ 389.606,04. Ele deve ter bens confiscados nesse montante.
"O condenado confessou parcialmente o crime, admitindo ter cedido suas contas para que Pedro Correa recebesse valores, apontou Sérgio Moro sobre a participação de Ivan Vernon no esquema.

Defesas de acusados de canibalismo alegam coações e falha em laudo


Eles trabalham independentes nesta quinta em audiência de instrução.
Crime aconteceu em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, em 2012.

Do G1 Caruaru
Plenário do juri Garanhuns (Foto: Kamylla Lima / G1 Caruaru)Audiência de instrução é aberta ao público, em Garanhuns (Foto: Kamylla Lima / G1 Caruaru)
Os advogados de defesa dos integrantes do trio acusado de canibalismo conversaram com o G1antes da audiência de instrução começar. Eles alegam coações e falha em laudo, e trabalham de forma independente. Durante a audição, fazem perguntas focadas para tentar abrandar a situação dos clientes. Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, Isabel Cristina Torreão Pires e Bruna Cristina Oliveira da Silva são acusados de duplo homicídio triplicamente qualificado, vilipêndio (violação) e ocultação de cadáver, segundo o promotor Jorge Dantas.
Advogado Rômulo Lira (Foto: Kamylla Lima / G1 Caruaru)Advogado Rômulo Lira defende Bruna Cristina
(Foto: Kamylla Lima / G1 Caruaru)
O advogado Rômulo Lira está defendendo Bruna Cristina Oliveira da Silva. "Nós não vamos bater na parte da insanidade mental, porque isso aí vai ficar na defesa do Jorge. A defesa da Bruna será no coação moral irresistível, porque ela era coagida pelo Jorge a participar de tudo que eles fizeram".
"O que tem que ser analisado de Bruna não é apenas o que ela fez. Lógico que é abominável, ninguém pode dizer que é uma coisa normal. O ato de ceifar a vida de um ser humano não é normal. O crime foi bárbaro. O crime é abominável. Mas o que queremos mostrar é que todos têm direito a uma defesa", diz Rômulo.
Paulo Sales (Foto: Kamylla Lima/ G1)Paulo Sales alega que Isabel sofreu coação
(Foto: Kamylla Lima/ G1)
O defensor de Isabel Cristina Torreão Pires, Paulo Sales, também alega que houve coação moral irresistível. "A tese de defesa da Isabel é de coação moral irresistível - quando alguém pratica um crime sob coação de terceiros. No caso de Isabel, ela sofria coação do esposo Jorge, que é esquizofrênico, paranóico e é um cara violento. E a ameçava fisíca e psicologicamente para cometer esse delito", relata.
Giovanni Martinovich de Araújo Calábria, advogado (Foto: Kamylla Lima/ G1)Giovanni Martinovich de Araújo Calábria, advogado
(Foto: Kamylla Lima/ G1)
Já o advogado de Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, Giovanni Martinovich de Araújo Calábria, aborda possíveis falhas no laudo psiquiátrico realizado no cliente. "Nós vamos demonstrar e rebater as falhas que existem nos autos. Os advogados anteriores nada fizeram em defesa de Jorge. Vamos provar que o laudo psiquiátrico se encontra inválido. Jorge é beneficiado ao INSS [Instituto Nacional do Seguro Social]. O INSS afirma que ele é esquizofrênico e paranóico. Quero mostrar que podemos fazer justiça", declara.
Audiência
O trio acusado de canibalismo participa de uma audiência de instrução nesta quinta-feira (29) em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, Isabel Cristina Torreão Pires e Bruna Cristina Oliveira da Silva são acusados de duplo homicídio triplicamente qualificado, vilipêndio (violação) e ocultação de cadáver, segundo o promotor Jorge Dantas.

Ainda segundo o promotor, cada um teve "uma participação bem clara nos crimes". A audiência é aberta ao público e realizada no Fórum Eraldo Gueiros Leite. São 27 testemunhas e nesta quinta-feira (29) devem ser ouvidas 18, incluindo os três acusados. Uma testemunha não foi encontrada e algumas serão ouvidas em outras comarcas.

Entenda o caso
O inquérito relata que Jéssica Pereira era moradora de rua, tinha 17 anos, uma filha de um ano e aceitou viver com os acusados. Eles planejaram ficar com a criança depois de matar a mãe. Em Garanhuns, as vítimas foram Giselly Helena da Silva, 31 anos, e Alexandra Falcão da Silva, 20 anos, mortas, respectivamente, em fevereiro e março de 2012.
Trio é acusado de crimes de canibalismo (Foto: Luna Markman/ G1)Trio é acusado de crimes de canibalismo
(Foto: Luna Markman/ G1)
De acordo com a polícia, a carne dos corpos das vítimas era fatiada, guardada na geladeira e consumida pelo trio. A criança, inclusive, também teria comido da carne da mãe. Eles teriam até utilizado parte da carne das vítimas para rechear coxinhas e salgadinhosque vendiam em Garanhuns.
Os acusados afirmam fazer parte da seita Cartel, que visa a purificação do mundo e o controle populacional. A ingestão da carne faria parte do processo de purificação. O caso veio a público depois que parentes de Giselly Helena da Silva denunciaram o seu desaparecimento. Os acusado usaram o cartão de crédito da vítima em lojas de Garanhuns e foram localizados. Uma publicação contendo os detalhes dos crimes - registrada em cartório - foi encontrada na casa dos réus.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Enem 2015: gabarito oficial

Candidatos terão acesso às notas individuais na 1ª semana de janeiro.

Confira os resultados das questões de acordo com cores das provas.

Do G1, em São Paulo
O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi divulgado nesta quarta-feira (28) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do Ministério da Educação (MEC).

Confira abaixo:

GABARITO DAS PROVAS DE SÁBADO (24/10)
- PROVA AMARELA (sábado)
- PROVA ROSA (sábado)
- PROVA AZUL (sábado)
- PROVA BRANCA (sábado)